Relação médico-paciente

A seguir, o Dr. Aécio compartilha um pouco do seu jeito de ser médico e de tratar o paciente.

A prática da medicina deve ser considerada uma ponte entre a competência médica e a compaixão. Em outras palavras, a compaixão estimula os bons médicos a serem competentes. A maioria dos pacientes quer um profissional com o qual possa conversar e que se importe com o seu bem-estar, vendo-o como ser humano. Deseja ainda que os médicos sejam honestos, mas não exige que cada complicação rara e incomum seja discutida com ele, resultando em pavor.

E mais: pacientes identificam os bons médicos pela freqüência com que estes declaram não saber algo (ninguém é sabe-tudo, além de ser arrogante se apresentar dessa forma) e pela sensibilidade e naturalidade com que recebem: "vou procurar uma outra opinião médica".

O melhor médico é aquele que sabe tratar uma mesma doença não somente de uma única maneira. Valendo a sabedoria antiga: conheça o paciente e trate-o por inteiro. O tempo gasto com uma conversa pode ser o melhor remédio.

- Os bons médicos são dignos de confiança. A confiança que os pacientes depositam nos médicos não deve ser violada por nenhum de nós;

- Os bons médicos são inteligentes, mas eles têm de ser mais do que peritos em memorização. Devem apreciar a essência da auto-educação e sempre fazerem perguntas para si mesmos e perseguir as respostas.

∙ Os bons médicos têm interesse por assuntos científicos, especialmente pelo modo com que o corpo funciona. Isto inclui um interesse intenso no comportamento humano.

∙ Os bons médicos devem estar aptos a ler e compreender a literatura médica, a usar corretamente os resultados dos exames e a discutir assuntos médicos com seus colegas.

∙ Os bons médicos aspiram ter um alto grau de bom senso. Bom senso em medicina implica que os médicos tenham profundas bases fisiopatológicas e bioquímicas para suas idéias e ações.

∙ Os bons médicos têm um senso muito desenvolvido de prioridades. Eles podem receber todos os estímulos científicos e emocionais que os bombardeiam durante um dia atarefado e determinar prioridades.

∙ Os bons médicos reconhecem que é necessário estabelecer metas realistas para os pacientes. A meta é curar, aliviar, estar ao seu lado e devolvê-lo para a vida cotidiana.

∙ Os bons médicos têm um bom julgamento clínico. O medico que é capaz de fazer bons julgamentos sobre os pacientes jamais encara um sistema orgânico como um sistema isolado. As manifestações devem fazer parte de um todo.

∙ Os bons médicos mantêm bons registros. Os seus registros não precisam ser longos, mas devem indicar o que descobriram no paciente; os dados que usaram para tomar decisões; o que fizeram para sanar problemas do paciente e de que forma acompanharam aquilo que fizeram.

∙ Os bons médicos põem-se à disposição dos pacientes. Os pacientes de bons médicos sabem poder contar com os seus auxílios nos momentos necessários.

∙ Os bons médicos cercam-se de semelhantes.

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